sábado, 28 de novembro de 2009
Novos tempos: educação perdida
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Novos tempos: educação perdida
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Apagão da Educação
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Como realizar teus objetivos dependendo dos outros?
Deixando misticismos de lado, qual seria o motivo principal para as coisas não irem de acordo com o que a gente gostaria que fosse?
Refletindo um pouco sobre o assunto, a princípio, algo indica que o motivo principal dos nossos males cotidianos são os outros. Melhor dizendo, depender do outro para alcançarmos nossos objetivos e, assim, tentar sentir alguma felicidade – se não for plena, pelo menos um lampejo momentâneo dela!
Sempre quando planejamos algo e tentamos executar, nos deparamos com as etapas do processo e com o fato de que somos limitados para cuidar de todas, sem o auxílio de outras pessoas. Daí, logo vem a já conhecida pergunta: até que ponto eu sou livre, se sou dependente do conhecimento e das técnicas alheias? É neste momento que me sinto um ser plenamente social.
Não porque, com a ajuda da razão e do reconhecimento dos meus semelhantes, eu me vejo em cooperação com os da minha espécie (visão otimista de um ser social), mas porque eu sou dependente mesmo deles! Sou parte desta rede de “pedintes” que não consegue dar conta, sozinho, das ações que planeja.
E como o plano e a esperança de sair como você deseja são teus, o empenho das outras pessoas que te prestam serviço não será o mesmo, portanto, frustrando o projeto, que acaba saindo “quase” aquilo que você queria. E se você não se utiliza dos outros para, assim, não frustrar teus planos e sair do jeito que você quer, acaba se frustrando por não ser capaz de conseguir realizar teus planos sozinho.
Assim, se você não for o Magaiver, todo projeto, dentro desta lógica, já estará frustrado de antemão. Logo, para a frustração de todos (ainda mais daqueles que sonham em mudar o mundo), “dá vontade” de concluir que é melhor idealizar do que agir. É por isto que todo idealista é feliz, ou seja, ingênuo.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Professor ganha na loteria? Pelas leis do cosmos, parece que não!
Mais um sábado chegando, e a gente catando moeda para ver se completa 2 (dois) reais. Pois é dia de fazer uma fezinha na loteria! Quem sabe não tiro o pé da lama e o meu sarcasmo dá lugar à bondade? Pelo menos uma vez por semana, já que de quarta-feira, também dia de resultado da mega sena, a consciência pesa de pensar em gastar...
E refletindo sobre as possibilidades de se ganhar na loteria, sobre os critérios a serem levados em conta e tudo mais, percebi que, para o professor, é mais difícil acertar os números da felicidade plena do que as demais pessoas deste Brasil.
Como sempre, explico – só não sei se justifico: para muitas pessoas, caro leitor, além de não estarmos aqui por acaso, a divina providência também teria nos reservado destinos e carmas a pagar aqui nesta terrinha. Pensando como esta maioria, logo compreendo o porquê que não ganho nem rifa de pamonha. Não teria me enveredado para a carreira de professor à toa, senão por desígnio divino, diriam. Assim, como professor, pago e tenho que continuar pagando todos os meus pecados até o dia do juízo final, onde, talvez, eu seja perdoado.
Desta forma, teria eu alguma sorte ou esperanças de ser tirado do purgatório pela fortuna que a loteria nos proporciona? Infelizmente, a resposta é categórica e risível (pra que eu não comece a chorar de vez): não! Fico somente no plano gostoso de comprar uma coisinha ali, construir uma casinha aqui e conhecer o mundão, sem falar bem nem o português.
Se há alguém que conhece um professor de Ensino Médio da escola pública que ganhou na loteria, relate, manifeste-se, brinde-nos com a esperança de eu estar, mais uma vez, equivocado!
Trabalho-crônica: testando o humor e a paciência do leitor
Como continuar sendo lindo
Mas e quando a idade chega?
Considerações finais
Referências
Introdução: como eu sou lindo!
Como continuar sendo lindo
Se você tem algum dinheiro, não basta somente fazer cirurgia plástica, caro leitor; viaje também! Parece que somos seres nômades, em certa medida. Não tem teoria. O fato é que tem gente que se sente bem vendo como outras partes do mundo se dão tão mal quanto você.
Não se preocupe com a barriga de chope, ela é necessária e estabelece a relação inversa para com tuas rugas. Quanto mais barriga de chope, menos rugas.
Explico: pelo menos eu – este texto não pretende demonstrar nada universal e necessário mesmo –, não fico triste numa mesa de bar, bebendo, comendo e parolando com meus amigos. Isto é o paraíso – e tem gente que acha que os demônios pairam por sobre os “bebeuntes”.
E quando a gente nem espera e nem acha que pode ficar melhor – não estou falando de ver paga a conta por outrem, por mais que isso, certamente, melhora a brincadeira toda, não é mesmo! –, vem um bilhetinho da mesa ao lado, dizendo o quanto você é interessante. Se for uma piada, vale a risada, caso você seja daqueles que aceitam o deboche de teus próprios defeitos. Se for com uma intenção legítima (lembre-se: você está no bar, leitor; logo, é provável que o “embelezador” está sendo tomado), não deixe de duvidar, por mais que você, realmente, esteja se achando lindo de viver.
Mas e quando a idade chega?
Acredito que o grande segredo é rir bastante, mas com vontade. Procure fazer o que você realmente gosta também. Não confunda isso com ascetismo, pois tem aqueles que acham que ser pobre compensa se for fazer o que gosta. Acorda! Vê se goste de algo que te traga comida na mesa e pague tuas contas! E não esqueça: durma gostosamente.
Considerações finais
Referências
______. E precisa ter referência pra dizer bobagens?! Responsabilizo-me por tudo. 2009.
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Novo vídeo do MEC sobre a “valorização” do professor!
Bem...que o professor deve ser valorizado, todo mundo sabe. E é óbvio que os países mostrados - todos do chamado "primeiro mundo" - valorizam o professor, garantindo condições ideais de trabalho na mesma medida do projeto de país que estas nações têm (a Finlândia é um exemplo).
Ou seja, professor com plano de carreira condizente com sua importância, não o expondo à tarefa impossível de ser, não só o facilitador do conhecimento, mas também "psicólogo", "babá", "advogado" e até "parteira" (basta entrar numa sala de aula brasileira para entender o sentido mais denotativo do que metafórico do que estou falando)!
A sociedade vai mal e os reflexos, como numa ressaca dos mares, repercutem na escola, onde se vê de tudo e se submete a tudo. A burocracia manda e ameaça, e a valorização do professor fica a cargo de números que qualquer cidadão de bom senso percebe não depender só do trabalho do professor, e sim do "conjunto da obra" (conformidade entre lei e realidade, conscientização pelos meios de comunicação de massa, justiça social não assistencialista etc.) - e isto eu entendo que se resolve, a princípio, com a política, com a vocação para o bem público, com um projeto que entenda o professor como parte essencial e não apenas um instrumento secundário de lapidação dos nossos “alunos-diamantes” (o material natural mais resistente que se conhece).
Na verdade, o aluno não é o grande culpado (reclamação de professores); e o professor tampouco (para surpresa de alunos). Há de se pensar muito a tarefa do educador nos tempos de hoje - que, obviamente, não se compara ao contexto destes países que estão no vídeo, ora bolas!
No Estado de São Paulo, por mais que se tenha investimento em "Cadernos do aluno", que, muitas vezes e não só na minha opinião, apenas servem como orientação básica (e pensando no sentido de uniformizar o programa em todo Estado, digo que o esforço é até válido), vemos a tarefa insana do professor para atingir metas e atender políticas que desvalorizam, de forma bem pensada (frisa-se), a carreira do professor, num sistema caótico e aporético que tende – entre um “funk” aqui, “calipsos” acolá e games bem ali nos celulares de toda classe – ao colapso educacional, num prazo mais apertado do que gostaríamos, proporcional ao ritmo frenético do sistema econômico e do esgotamento dos recursos naturais do planeta e da produção...do lixo, quero dizer.
Os professores do Brasil (pelo menos me refiro aos paulistas) não jogam a toalha por várias circunstâncias, mas não porque a maioria tenha esperanças de que as coisas mudem, ainda mais sem luta – professor ingênuo?! Estou deixando de ser idealista, e isto está me incomodando.
E para aqueles que dizem que o problema é por falta de vocação (será?!), ver aqueles mestres no final da carreira dizer "Não vejo a hora de me aposentar" ou "você ainda é jovem, procure algo melhor", já basta para mostrar que nosso país ainda está longe de valorizar o professor. Por enquanto, a propaganda apenas tenta maquiar uma realidade que não condiz com o Brasil (querem contrariar os fatos e fazer o professor aceitar sua situação?) e revela o receio e a consciência deste Ministério de que é preciso persuadir aqueles que até têm vocação, mas não se arriscam mais numa das profissões mais em baixa do país.
Por Cássio de Fernando Silva
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